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Hugo se torna primeiro hospital de trauma do país a aplicar visita estendida de 12 horas

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Resultado de imagem para uti hugoA Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 2 do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) foi selecionada para integrar o Projeto Visitas Estendidas, que nasceu em 2015, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS). Trata-se da única unidade de trauma do Brasil a participar deste grupo. O estudo está sendo realizado em outras 42 instituições de saúde do País, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento (PROADI-SUS). A infraestrutura e o corpo clínico altamente capacitado foram determinantes para escolha do Hugo.

Há mais de um mês, os familiares dos pacientes internados nos 20 leitos da UTI 2 chegam às 7 horas e permanecem com seus entes queridos até as 19 horas. Líder do projeto do Hospital Moinhos de Vento, Regis Goulart Rosa avalia a participação do Hugo: “Além da condução exemplar, os colaboradores contribuíram com ideias inovadoras. Tradicionalmente, as visitas em UTIs brasileiras ocorrem em horários restritos e que duram de 30 a 40 minutos. A experiência tem sido ótima, já que a unidade é a única com atendimento a politraumatizados que integra esse estudo piloto. Isso é muito importante para construção de um modelo nacional de visita familiar na UTI”.

Com um perfil majoritariamente composto por homens em produtividade, entre 40 e 50 anos, vítimas de acidentes graves e politraumatizados com intervenções cirúrgicas nas regiões do abdômen e tórax, a UTI 2 tem uma rotatividade de cem pacientes por mês. Todos eles têm sido contemplados com este projeto, que mobiliza uma equipe de 120 profissionais. “Para o paciente, há o benefício de não desenvolver o quadro clínico de delirium. Além disso, reduzimos o tempo de internação, mortalidade, infecções e custos, já que usamos menos sedativos”, atesta o coordenador e médico intensivista da UTI 2, Alexandre Amaral.

Diretor Técnico do Hugo, Ricardo Furtado Mendonça destaca que o projeto vai ao encontro à gestão humanizada do Instituto Gerir. “Desde que a organização social assumiu a gestão do hospital temos priorizado ações humanizadas que beneficiem nossos pacientes – usuários da maior unidade de saúde de urgências do Centro-Oeste”.

O paciente José Evangelista Gomes de Souza, 51 anos, vítima de acidente de moto, é um dos beneficiados pela iniciativa e conta com a presença da esposa, Karla Fátima da Silva. “Estamos passando por um momento difícil. Quando chego, ele fica mais calmo. Vejo a diferença imediata nos olhos dele, que transbordam de alegria e conforto ao me ver”, ressalta ela.

Enfermeira intensivista e coordenadora da UTI 2, Lilian Siqueira revela o segredo para o sucesso do projeto: “A empatia é tudo. Se fosse um familiar ou amigo nosso, gostaríamos de estar com ele neste momento de luta pela vida”. Já a coordenadora de Psicologia do Programa, Ana Paula Menezes, conta que os familiares ficam mais tranquilos, seguros e gratos em estar ao lado de quem amam, em uma infraestrutura de primeiro mundo, disponibilizada em um hospital público”.

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