sexta-feira, 15 dezembro, 2017
Saúde
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Foto: Divulgação Goiás Agora

Para aprimorar os conhecimentos e se inteirar sobre as boas práticas de gestão, gestores Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) participaram do I Simpósio Internacional de Excelência Operacional do Hospital Sírio-Libanês, realizado nos dias 28 e 29 de novembro, em São Paulo.

O objetivo foi apresentar conceitos e experiências de sucesso na aplicação de metodologias como Lean Thinking, Lean Six Sigma e Design Thinking, envolvendo o Hospital Sírio-Libanês e outras instituições de referência na área de saúde, nos âmbitos público e privado.

Dentre os temas abordados estavam: programa do Hospital Sírio-Libanês e aplicação em outras instituições, excelência operacional nas emergências do SUS, ações no contexto da prestação de serviços de saúde no Brasil e gerenciamento de projetos com diferentes abordagens.

Os gestores do hospital e do corporativo da organização social AGIR que participaram do simpósio são os profissionais que estão dedicados ao projeto “Excelência Operacional nas Emergências do SUS”, do Ministério da Saúde, por meio da consultoria do Hospital Sírio-Libanês, um dos hospitais de excelência no Brasil. São eles: Adriano Barbosa, Andréa Prestes, Dagoberto Barbosa, Dante Garcia, Guilherme Rodrigues, Guillermo Sócrates, Janine de Paula, Luiz Carlos Freitas, Luiz Sampaio e Virgínia Pereira.

Saiba mais

O projeto foi iniciado em agosto de 2017 e tem conclusão prevista para dezembro deste ano, com as seguintes etapas: diagnóstico, desenvolvimento do plano de contingência, melhoria dos processos, estabelecimento de protocolos clínicos e aprendizado com as boas práticas. O gerente do projeto “Excelência Operacional nas Emergências do SUS”, Ricardo Bertolucci, responsável pelos seis hospitais envolvidos no projeto, explica que “esse projeto foi uma demanda do Ministério da Saúde junto ao Hospital Sírio-Libanês com o objetivo de reduzir o problema de superlotação nas emergências do SUS. Como o Hugol é um hospital recente, o Ministério entendeu que seria a melhor escolha”.

Além do Hugol, que está representando Goiás e o Centro-Oeste do país, existem outras cinco unidades inseridas na consultoria durante esse semestre, hospitais localizados em São José (SC), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Palmas (TO) e São Paulo (SP). Marco Bravo, consultor de excelência operacional do Sírio-Libanês, conta que “estamos na fase de implantação dos planos de ações e de análise do andamento. Dentre os hospitais do projeto, o HUGOL teve um excelente desenvolvimento e progresso na execução das iniciativas, o que expressa muito bem sua capacidade de gestão e motivação no projeto. Os indicadores estão avançando bastante e a capacidade operacional está definida e controlada”.

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Imagem: Reprodução TV Globo

A atleta Rayane Sena, paciente do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo – Crer, construído pelo Governo de Goiás, foi convidada especial do programa Encontro, da Rede Globo, nesta terça-feira, dia 07, e deu uma lição de otimismo e superação ao relatar sua trajetória de recuperação de uma amputação. Após sofrer um acidente de moto aos 17 anos, ela teve a perna direita amputada e fez a reabilitação no Crer.

No programa, a atleta relatou aos telespectadores e à Fátima Bernardes que o uso da prótese foi uma adaptação difícil no começo, mas que se tornou muito mais fácil após o trabalho da Oficina Ortopédica do Crer, que inovou ao estampar as tradicionais próteses cor da pele, numa espécie de tatuagem ao gosto de cada paciente.

Rayane por exemplo, recebeu a prótese do time do coração, o Goiás Esporte Clube, e agora, na segunda estampa, caveirinhas divertidas para agradar ao filho Iarley. “Todo o atendimento é inteiramente gratuito”, destacou a própria Fátima. A atleta contou que só teve coragem de usar saias e vestidos e mostrar a prótese após o trabalho de estampa, feito com muito capricho pela equipe do Crer.

Estampas

A iniciativa partiu dos próprios colaboradores da oficina ortopédica, que tiveram a ideia de personalizar os dispositivos, transformando uma prótese convencional em um produto individualizado, de acordo com o gosto do paciente. São os próprios pacientes que decidem a imagem que aplicarão em suas próteses. A equipe já “tatuou” dezenas de imagens diferentes nas próteses dos pacientes.

O gerente da Oficina Ortopédica do Crer, Alysson Alvim Campos, relatou que o resultado agradou e muito aos pacientes. “Eles trazem a estampa que querem laminar na prótese e quando pronta, fica muito bonita. Os colaboradores da oficina estão caprichando bastante nesse trabalho, que tem ajudado pacientes amputados a se adaptarem melhor com a prótese, além de elevar a autoestima”.

A personalização tem custo zero, e é feita de forma gratuita aos pacientes do Crer. A Oficina Ortopédica do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) inovou na fabricação das próteses dispensadas aos pacientes que encaram o trabalho como uma espécie de “tatuagem”. “O custo é irrisório diante do benefício aos pacientes na sua reabilitação e mesmo na adaptação deles à prótese”, destaca Alysson. O trabalho tem chamado a atenção dos pacientes e, após as reportagens, a demanda pela troca de próteses “tatuadas”, aumentou.

Goiás Agora

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Imagem: Reprodução Internet

Em Goiânia, 6,8% dos cidadãos são fumantes passivos em casa e 7,7% em ambiente de trabalho, segundo pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Em relação aos fumantes involuntários em domicilio, a cidade tem o 10º melhor desempenho entre as Capitais. A taxa mais favorável do país é a de Aracaju, com 5,1%; e a pior, a de Porto Alegre, 10,3%.

As mulheres de Goiânia são maioria entre os fumantes passivos no local onde moram, 7,4%. Os homens somam 3,6% nesse caso, as nonas menores taxas do Brasil em ambos os casos. No conjunto das capitais, a média de fumantes involuntários em casa é de 7,3%, portanto, acima da identificada em Goiânia. A maioria deles tem entre 18 e 34 anos. No país, de acordo com a Vigitel, o número de fumantes passivos em ambiente familiar reduziu em mais de 42% entre 2009, quando o país tinha 12,7% de pessoas que conviviam com o cigarro, e 2016, ano em que essa quantidade chegou a 7,3%.

Doenças

O cigarro pode causar diversas doenças tanto em fumantes ativos quanto passivos. O câncer no pulmão é, sem dúvida, uma das maiores ocorrências. Também pode haver casos de câncer na boca, na laringe, na faringe, no esôfago, no pâncreas, na bexiga, no rim e no colo de útero, por exemplo.

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De acordo com projeções das Nações Unidas, o número de idosos será maior do que o de jovens menores de 15 anos, pela primeira vez, em 2050. O dado, claro, coloca o assunto em pauta – não somente nas áreas previdenciária ou médica -, mas também revela a importância da capacitação de profissionais da Neuropsicologia, a especialidade da Psicologia que mais cresce nos últimos anos. E esse é justamente um dos objetivos da 7ª edição do encontro “Neuropsicologia na Prática Clínica”, que será realizado em Goiânia nos dias 26 e 27 de agosto.

“A neuropsicologia pode estar presente em qualquer área de atuação da psicologia, como recursos humanos, trânsito, escola, hospitais e clínicas particulares. Uma avaliação neuropsicológica acurada é imprescindível para a intervenção correta de uma doença ou transtorno. Um problema de memória em um idoso, por exemplo, pode estar associado a um quadro de depressão, demência ou até intoxicação medicamentosa. O neuropsicólogo levanta o perfil de sintomas que o paciente apresenta, atuando, assim, na orientação da intervenção mais adequada, em conjunto com outros profissionais das áreas da Saúde ou Educação”, explica Marina Nery, diretora do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Neurociências (Nepneuro), que coordena oficialmente a realização do congresso em Goiânia.

Marina ainda destaca que a neuropsicologia clínica, tema do encontro, se dedica à investigação do perfil cognitivo-comportamental de pacientes a partir da fundamentação oferecida pela especialidade, mas também da interface com diversas ciências como Medicina, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia. “Uma má formação do neuropsicólogo provoca falhas de diagnóstico, de tratamento e, certamente, gera um estresse enorme na família do paciente e na própria sociedade. Já pegamos caso de uma pessoa que foi tratada por 19 anos como autista e na verdade não tinha o transtorno do espectro autista. Por isso, a importância de cursos, debates científicos e pesquisas constantes nessas áreas”, acrescenta.

Uma das professoras do Nepneuro, a neuropsicóloga Pethra Ediala, lembra ainda que o déficit de profissionais no mercado é considerável, principalmente no setor público. “Apesar de já estarmos em nossa sexta turma de especialização aqui em Goiânia, percebemos a falta de neuropsicólogos ou a própria banalização da aplicação dos testes. Na área de Saúde, no setor público, apenas grandes centros como o CRER contam com ambulatório neuropsicológico. Esse cenário começa a mudar quando fomentamos as iniciativas de debates científicos e congressos”, diz ela.

TEMAS
Além da neuropsicologia no envelhecimento, o encontro coloca na mesa de debates temas como encaminhamento para exames neuropsicológicos de crianças e adultos, distúrbios do sono e de aprendizagem (como dislexia e discalculia), reabilitação, e neuropsicologia forense.

Os membros do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp) Leandro Fernandes Malloy-Diniz, Paulo Mattos e Jerusa Salles são alguns dos palestrantes do evento, que conta ainda com especialistas e mestres goianos de renome como o neuropsicólogo Leonardo Faria, que foi convidado pela Polícia Civil de Goiás, em 2012, para traçar o perfil do suspeito de uma chacina que ocorreu em Doverlândia.

A programação ainda prevê coquetel com lançamento de livros e estudo de casos clínicos. Mais informações sobre o encontro e sobre as inscrições, que já estão abertas, pelo site www.nepneuro.com.br ou pelo telefone (62) 3624-9901.

SOBRE O NEPNEURO:
Em atividade desde 2007, o Núcleo de Ensino e Pesquisa em Neurociências (Nepneuro) atua em três vertentes: oferta de cursos – inclusive de pós-graduação lato sensu – para profissionais e estudantes das áreas de Saúde e Educação, entre outras; e loja com material didático e revenda de testes de uso exclusivo de psicólogos, além de outros materiais de uso não restrito. Na loja, os profissionais também recebem diversas orientações sobre os produtos que querem adquirir.

A terceira vertente de atuação do Nepneuro refere-se ao atendimento clínico, que além de visar a reabilitação cognitiva do paciente, amparando-o tanto nas dificuldades físicas quanto nas psicológicas, inclui ainda oferta de serviços como a própria avaliação neuropsicológica, psicoterapia e atendimento multiprofissional que abarca fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, por exemplo. O Nepneuro está localizada na Rua 147, número 313, no Setor Marista, em Goiânia.

SERVIÇO:
Assunto: VII Neuropsicologia na Prática Clínica
Quando: 26 e 27 de agosto de 2017
Local do evento: Comunidade Educacional Pequeno Príncipe – Rua 30, nº 55, Setor Marista
Realização: Nepneuro
Parceiros: Pearson, Ilumina Neurociências Aplicadas à Saúde Mental e Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA)

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Resultado de imagem para uti hugoA Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 2 do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) foi selecionada para integrar o Projeto Visitas Estendidas, que nasceu em 2015, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS). Trata-se da única unidade de trauma do Brasil a participar deste grupo. O estudo está sendo realizado em outras 42 instituições de saúde do País, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento (PROADI-SUS). A infraestrutura e o corpo clínico altamente capacitado foram determinantes para escolha do Hugo.

Há mais de um mês, os familiares dos pacientes internados nos 20 leitos da UTI 2 chegam às 7 horas e permanecem com seus entes queridos até as 19 horas. Líder do projeto do Hospital Moinhos de Vento, Regis Goulart Rosa avalia a participação do Hugo: “Além da condução exemplar, os colaboradores contribuíram com ideias inovadoras. Tradicionalmente, as visitas em UTIs brasileiras ocorrem em horários restritos e que duram de 30 a 40 minutos. A experiência tem sido ótima, já que a unidade é a única com atendimento a politraumatizados que integra esse estudo piloto. Isso é muito importante para construção de um modelo nacional de visita familiar na UTI”.

Com um perfil majoritariamente composto por homens em produtividade, entre 40 e 50 anos, vítimas de acidentes graves e politraumatizados com intervenções cirúrgicas nas regiões do abdômen e tórax, a UTI 2 tem uma rotatividade de cem pacientes por mês. Todos eles têm sido contemplados com este projeto, que mobiliza uma equipe de 120 profissionais. “Para o paciente, há o benefício de não desenvolver o quadro clínico de delirium. Além disso, reduzimos o tempo de internação, mortalidade, infecções e custos, já que usamos menos sedativos”, atesta o coordenador e médico intensivista da UTI 2, Alexandre Amaral.

Diretor Técnico do Hugo, Ricardo Furtado Mendonça destaca que o projeto vai ao encontro à gestão humanizada do Instituto Gerir. “Desde que a organização social assumiu a gestão do hospital temos priorizado ações humanizadas que beneficiem nossos pacientes – usuários da maior unidade de saúde de urgências do Centro-Oeste”.

O paciente José Evangelista Gomes de Souza, 51 anos, vítima de acidente de moto, é um dos beneficiados pela iniciativa e conta com a presença da esposa, Karla Fátima da Silva. “Estamos passando por um momento difícil. Quando chego, ele fica mais calmo. Vejo a diferença imediata nos olhos dele, que transbordam de alegria e conforto ao me ver”, ressalta ela.

Enfermeira intensivista e coordenadora da UTI 2, Lilian Siqueira revela o segredo para o sucesso do projeto: “A empatia é tudo. Se fosse um familiar ou amigo nosso, gostaríamos de estar com ele neste momento de luta pela vida”. Já a coordenadora de Psicologia do Programa, Ana Paula Menezes, conta que os familiares ficam mais tranquilos, seguros e gratos em estar ao lado de quem amam, em uma infraestrutura de primeiro mundo, disponibilizada em um hospital público”.

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O Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), do Governo de Goiás, completa dois anos de funcionamento nesta quinta-feira, dia 6, atingindo a marca de 3,2 milhões de procedimentos realizados, dentre internações, atendimentos ambulatoriais, de urgência e emergência e equipe multidisciplinar (2.304.971). Para comemorar o aniversário, foi realizado na manhã desta quinta-feira, dia 6, um culto ecumênico no Auditório Francisco Ludovico, na unidade de saúde em Goiânia. Nesses dois anos, foram realizadas mais de 28.032 cirurgias, 908.644 exames; 21.144 transfusões e 14.953 coletas de sangue. Apenas os números dos exames podem ser alterados, pois o mês de junho de 2017 não foi validado pela prestadora do serviço.

Para o diretor-geral Hélio Ponciano Trevensol, o hospital representa muito para a saúde pública goiana por ser referência no atendimento de trauma pediátrico e é o único hospital público que recebe pacientes vítimas de queimaduras. São dez leitos de enfermaria e sete de UTI destinados ao atendimento especializado. O Hugol é gerido pela Organização Social Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir).

A Unidade de Queimados conta com equipe médica (plástica e intensivista), enfermagem e multiprofissional (fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia e serviço social) especializadas e dedicadas para o atendimento dos pacientes com queimaduras; aparelhos modernos, produtos e curativos específicos; e agilidade para a realização de exames (imagem e laboratorial).

O diretor Hélio Ponciano destaca a importância da localização estratégica, próximo às saídas para a GO-070 e GO-080, para facilitar o acesso das ambulâncias ao serviço médico. O Hugol apresenta um perfil de alta e média complexidades, com atendimentos em urgência e emergência, contando atualmente com 245 leitos, dentre eles 46 de Unidade de Terapia Intensiva, distribuídos entre leitos para adultos, crianças e vítimas de queimaduras.

Além disso, possui banco de sangue próprio, ambulatório para atendimento aos pacientes que passaram por cirurgias e um centro de diagnósticos de alta precisão e complexidade para exames laboratoriais e de imagem. Depois que entrou em funcionamento, por ter o perfil voltado para casos de urgência e emergência, o Hugol desafogou a demanda no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

Referência
O secretário de Saúde, Leonardo Vilela lembra que o Hugol é o maior e mais moderno hospital de urgências da Região Centro-Norte do País. “Construir e manter uma unidade desse porte é sinal de que Goiás busca promover para a população uma saúde que seja referência”. Ele destaca ainda que a unidade conta com atendimento de especialidades médicas muito carentes na rede pública, como de cardiologia, neurologia e de queimados. “Foi planejado para suprir as demandas reprimidas da Saúde pública goiana”, comenta.

Para a realização dessa assistência, 100% via Sistema Único de Saúde (SUS), o Hugol conta com uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais das áreas de medicina, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, serviço social, terapia ocupacional, biomedicina, buco-maxilo-facial, psicologia, farmácia e nutrição clínica, além de colaboradores das áreas administrativas e de apoio.

 

Com os programas institucionais promovidos pelo Hugol (Pare – Prevenção de Acidentes e Reeducação para o Trânsito com blitze educativas, Hugol nas Escolas e Hugol na Comunidade), a unidade já interagiu com cerca de 25 mil pessoas, dentre motoristas, alunos dos colégios e moradores da Região Noroeste de Goiânia nos procedimentos de saúde, cidadania e entretenimento.

Banco de Sangue
Hélio Ponciano destaca que o Hugol também é o único hospital público que conta com o próprio banco de sangue e realiza, em média, 800 transfusões por mês, para atender principalmente pacientes traumatizados ou politraumatizados. “Aqui se faz a conscientização das pessoas sobre a importância da atitude de doar sangue para salvar vidas”, afirma.

Segundo ele, o diferencial do hospital é o atendimento humanizado. “O Hugo é o hospital que possibilitou o maior número de doações de órgãos para transplantes e as equipes têm trabalhado para o acolhimento e a conscientização das famílias de pacientes com morte encefálica para autorizar a doação, disse.

 

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Quem faz parte dos grupos prioritários e não se vacinou contra influenza pode procurar um dos 18 postos de vacinação da Prefeitura de Goiânia neste sábado, 3. Com o segundo dia “D” de mobilização da campanha contra a gripe, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Capital quer alcançar cerca de vinte mil crianças e quase quatro mil gestantes que ainda não se imunizaram. As salas de vacinas funcionarão das 8 às 17 horas.

Entre todos os grupos considerados de risco para receber uma dose da vacina, o de crianças de seis meses a quatro anos de idade é o que apresenta a menor cobertura. De uma população total de quase 66 mil meninos e meninas nesta faixa etária em Goiânia, trinta mil ainda não foram imunizados. A meta é que até sexta-feira, 9, data de encerramento da campanha, cerca de vinte mil pequenos sejam vacinados.

Com a aproximação do inverno, a queda na temperatura e o tempo seco contribuem para o aumento dos casos de doenças respiratórias, entre elas a gripe. ‘O nosso pedido é que se você conhece ou é responsável por uma criança de seis meses a quatro anos de idade não deixe de levá-la para se vacinar contra a influenza’, reforça o superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Robson Azevedo.

Das quase 18 mil gestantes goianienses, 11 mil já se vacinaram. Para atingir, no mínimo, 90% desta população até o fim da campanha, cerca de quatro mil mulheres devem procurar um dos postos de saúde do município. ‘O período de vacinação contra a gripe foi prorrogado para que mais pessoas se imunizem e se protejam contra a doença’, explica Azevedo. Durante a semana, a população deve procurar uma das 87 salas de vacinas espalhadas por todas as regiões de Goiânia.

Para as pessoas dos grupos prioritários que deixaram para última hora e moram na região Norte da Capital, no sábado, 3, uma sala de vacina realizará atendimento durante o 1º Mutirão da Prefeitura da Capital, no Parque das Flores. A população de risco deve procurar o consultório móvel da Saúde para se imunizar. Além de proteção para a gripe, outras doses também estarão disponíveis no local, como a de febre amarela e hepatite. É importante levar o cartão de vacinação para que os profissionais avaliem durante o evento.

Números

O grupo dos idosos e dos doentes crônicos já atingiram 100% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde em Goiânia. Apesar da cobertura entre trabalhadores da saúde e mulheres que deram à luz recentemente ainda não ter alcançado os valores estimados para a campanha, a quantidade de pessoas destas populações que faltam ser vacinadas é baixa. Se mais 290, das 2.832 mães goianienses que estão no período pós parto procurarem um posto de vacinação, 90% deste público estará protegido contra gripe.

Como 2017 foi o primeiro ano que a campanha foi aberta para os professores e profissionais da educação, não há estimativas do quantitativo de pessoas deste público. Em Goiânia, 14.162 doses já foram administradas para esta população. Quem faz parte deste grupo deve apresentar um documento que comprove vínculo empregatício na área.

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Desde o dia 10 deste mês estão em vigência as novas regras para cancelamento nos planos de saúde. A resolução normativa nº 412 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) se aplica apenas aos chamados “planos novos”, ou seja, aos contratados após 1ª de janeiro de 1999. Segundo a ANS, a resolução tem como objetivo transmitir uma maior clareza, segurança e previsibilidade, podendo assim extinguir desacordos entre o consumidor e a empresa contratada no momento da solicitação do cancelamento.

A Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon Goiás) alerta os consumidores para que fiquem atentos as mudanças das regras de cancelamento dos planos de saúde.

Confira os principais pontos que serão modificados com a aplicação destas novas regras.

Cancelamento do Plano de Saúde:
Como era: Os consumidores tinham que cumprir aviso prévio de 30 dias, a partir da data de solicitação de cancelamento do plano.

Como fica: Com a aplicação das novas regras, o cancelamento é feito de imediato a partir da solicitação do consumidor. O cancelamento do plano de saúde individual ou familiar poderá ser solicitado das seguintes formas: presencialmente, na sede da operadora, em seus escritórios regionais ou nos locais por ela indicados; por meio de atendimento telefônico disponibilizado pela operadora, por meio da página da operadora na internet, neste caso, a operadora deverá disponibilizar em seu portal corporativo acesso ao Portal de Informações do Beneficiário da Saúde Suplementar (PIN-SS), nos termos previstos na RN nº 389, de 26 de novembro de 2015.

Exclusão do titular no plano familiar:
Como era: Se o titular solicitasse o cancelamento do plano família, todos os beneficiários perdiam automaticamente o plano.

Como fica: O titular pode solicitar o cancelamento do plano familiar e os dependentes continuam com o direito de permanecer no plano com as mesmas condições contratuais.

Cancelamento em caso de inadimplência
Como era: O consumidor que deixou de pagar as parcelas do plano, acumulando muitas prestações, ficava impedido de solicitar o cancelamento e procurar outra empresa com um plano cabível ao seu orçamento.

Como fica: O consumidor pode solicitar o cancelamento do plano mesmo estando inadimplente e contratar outro, podendo negociar esses valores posteriormente com a empresa.

Plano coletivo empresarial
O titular poderá solicitar à empresa em que trabalha, por qualquer meio, o cancelamento ou a exclusão de dependente do contrato de plano de saúde. A empresa deverá informar à operadora, para que esta tome as medidas cabíveis, em até 30 dias. Caso a empresa não cumpra tal prazo, o beneficiário poderá solicitar o cancelamento diretamente à operadora, que terá a responsabilidade de fornecer ao consumidor o comprovante de recebimento da solicitação – ficando o plano cancelado a partir desse momento.

Comprovante de cancelamento
Como era: A operadora não possuía a obrigação de fornecer o comprovante de cancelamento do contrato.

Como fica: A operadora é obrigada a fornecer um comprovante do pedido de cancelamento ou de exclusão do consumidor em até 10 dias úteis. O comprovante deverá conter as eventuais cobranças de serviços pela operadora ou administradora de benefícios, para esclarecimento ao consumidor.

Nessa resolução a única questão que não muda é o pagamento de multa rescisória, quando prevista em contrato, se a solicitação ocorrer antes da vigência mínima de doze meses, observada a data de assinatura da adesão do plano.

As operadoras que deixarem de cumprir as normas determinadas na resolução estarão sujeitas ao pagamento de multa no valor de R$ 30,000,00 (trinta mil reais).

Confira a íntegra a resolução nº 412/17.

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Gestantes, crianças de seis meses até 4 anos de idade e mulheres que deram à luz recentemente (puérperas) recebem até esta sexta-feira, 5, a vacina gratuita contra a influenza em Goiânia. Esse é o terceiro grupo prioritário a receber as doses da vacina disponível em 37 postos de Saúde da Capital, já que esse ano a vacinação foi dividida em grupos para facilitar a procura e dar agilidade ao processo. Idosos e trabalhadores da Saúde já foram imunizados.

Até o momento, apenas 4,81% das crianças foram imunizadas. A meta é que 77 mil crianças da Capital recebam a vacina. No caso das gestantes, a previsão é de que 15.505 sejam imunizadas. Até esta quinta-feira, 4, apenas 11,61% desse grupo procurou uma das unidades de saúde da Prefeitura de Goiânia. No caso de puérperas, a SMS já aplicou 692 vacinas, imunizando 24,45% das 2.548 mulheres que precisam se vacinar.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), a estimativa é que ao todo cerca de 368.747 pessoas devem receber a vacina na Capital. A meta é que, no mínimo, 90% desse público seja imunizado.

Outros grupos prioritários para a vacinação são os portadores de doenças crônicas (8 a 12 de maio) , professores (15 a 19 de maio), detentos, adolescentes e jovens internados em medidas socioeducativas (22 a 26 de maio) . No dia ‘D’, 13 de maio, todos os grupos podem ser vacinados.

Fonte:  (Secom)

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O Ministério da Saúde classificou Goiás em quinto lugar, nos casos de intoxicação de origem externa causada por agrotóxicos. De 2007 até 2014 houve um acréscimo significativo de pessoas intoxicadas por esses produtos, totalizando 3.636 notificações. Em 2007, início de registro nos casos de intoxicação por agrotóxicos, foram notificados 227 casos, número que aumentou em 638, em 2014.

Os índices de intoxicações por agrotóxicos respondem por cerca de 50% das intoxicações exógenas notificadas no Brasil, sendo que Goiás responde por 41,9% das intoxicações por agrotóxicos no Centro-Oeste e 6,3% no Brasil. Segundo a Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos, o Brasil se destacou, a partir de 2008, como o maior consumidor mundial de agrotóxicos e em 2010, seu consumo representou 19% de todo o mercado mundial.

A gerente de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, Tania Vaz, relata que considerando o alto índice de intoxicação por agrotóxico, foi elaborado o Plano Estadual de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos – VSPEA: “O plano inclui ações de proteção e promoção da saúde, prevenção de doenças e agravos, análise de situação e monitoramento da saúde de populações expostas ou potencialmente expostas a agrotóxicos”, diz a gerente.

Segundo ela, para divulgar o plano, envolver e sensibilizar as equipes de saúde dos níveis regional e municipal, além de intensificar as ações de promoção e prevenção em saúde estão sendo realizadas oficinas com a participação de técnicos das 18 regionais de Saúde no Estado. As regionais são polos administrativos ligados à SES que atuam em 18 municípios goianos. “Todo esse trabalho tem por meta estabelecer compromissos em prol da saúde de populações expostas e/ou potencialmente expostas aos agrotóxicos”, completou.

Também foram implantados dois Centros de Referência em Saúde do Trabalhador Rural – Cerest’s, em Itumbiara e em Rio Verde, municípios onde existe maior concentração de trabalhadores rurais. Dentre as atribuições dos Cerest’s Rurais destaca-se ações de promoção e proteção a saúde quanto ao uso de agrotóxicos. Além disso, também está em curso articulações para criação do Comitê Regional de Vigilância em Saúde dos Trabalhadores Rurais, que tratará questões que envolvem a saúde integral desses trabalhadores, incluindo agravos relacionados ao uso agrotóxicos.