sexta-feira, 15 dezembro, 2017
Técnologia
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Imagem: Ilustrativa Internet

Os consumidores que comprarem celulares não certificados a partir de maio do ano que vem terão seus aparelhos bloqueados. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu que os novos celulares falsificados serão bloqueados, de acordo com um cronograma aprovado nesta quinta-feira, 23, pelo órgão regulador.

Os celulares homologados pela Anatel são os que possuem IMEI (Internacional Mobile Equipment Identity), um número que tem a mesma função do chassis de um automóvel. Cada celular tem um número de identificação único e global.

Para descobrir se o celular tem IMEI e é regular, basta discar *#06#. Se nenhum número aparecer, ou se o número que aparecer for diferente do que aparece na caixa do aparelho, o celular é falsificado.

A estimativa da Anatel é que 1 milhão de aparelhos irregulares entrem na rede todos os meses. Apesar disso, os clientes que já adquiriram celulares falsificados não terão os aparelhos bloqueados. O bloqueio só será realizado para celulares sem IMEI que entrarem na rede no ano que vem, conforme o cronograma aprovado.

Para consumidores do Distrito Federal e Goiás, os celulares piratas serão bloqueados a partir de 9 de maio de 2018. Para os clientes das Regiões Sul, Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o bloqueio será realizado a partir de 8 de dezembro. Para a Região Nordeste e demais Estados do Norte e Sudeste, o bloqueio será a partir de 24 de março de 2019.

Os clientes que tiverem celulares piratas receberão mensagens de celular 90 dias antes do bloqueio. Na prática, isso significa que é possível comprar celulares sem IMEI até três meses antes do bloqueio. Para clientes do Distrito Federal e Goiás, a data-limite para comprar um aparelho irregular sem risco de bloqueio é 21 de fevereiro de 2018. Para o Sul, Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a data-limite é 22 de setembro; e para Nordeste e demais Estados do Norte e Sudeste, a data-limite é 6 de janeiro.

De acordo com a Anatel, celulares não homologados não seguem parâmetros de qualidade e segurança e não têm garantia. O bloqueio é parte do projeto Siga. Todos os celulares comprados a partir dessas datas e que possuem IMEI adulterado ou clonado ou que foram alvo de fraude serão bloqueados. Com informações do Estadão Conteúdo.

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Resultado de imagem para pessoas usando tablets(Reuters) – As vendas de tablets no mercado brasileiro devem encolher pelo terceiro ano consecutivo em 2017, informou nesta quinta-feira a consultoria especializada em tecnologia da informação IDC Brasil. A empresa prevê uma queda de 7 por cento na comparação com 2016, para 3,7 milhões de unidades. Ainda assim, o recuo é menor que o do ano passado, quando foram comercializados cerca de 4 milhões de tablets, 32 por cento menos ante 2015, de acordo com o levantamento.

Do total de tablets negociados no último ano, apenas 26,5 mil foram notebooks com telas destacáveis. Ainda segundo o IDC Brasil, os produtos à venda em 2016 custavam, em média, 3 por cento mais na comparação com o ano anterior.

“Em 2015, os tablets custavam, em média, 500 reais. No ano passado, os preços ficaram na faixa de 513 reais”, afirmou Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil. De acordo com ele, apenas três empresas responderam por 80 por cento do mercado de tablets em 2016.

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Em um estudo feito pelo site OpenSignal comparando as maiores operadoras de celular que oferecem serviços no Brasil, a Claro se saiu melhor nos três testes de velocidade entre os meses de setembro e novembro de 2016. Na medição anterior, feita em julho do mesmo ano, a Vivo liderou os resultados.
Na análise de qualidade e velocidade da conexão de internet pelas operadoras de celular no Brasil, a Claro liderou a pesquisa em três categorias: velocidade de download em 3G, em 4G e velocidade geral, lugares antes ocupados pela Vivo.

A operadora de origem mexicana alcançou velocidade média de 27,45 Mb/s na rede 4G, o que está acima, inclusive, da média global para essa tecnologia. A Vivo obteve média de 21,29 Mb/s. Na sequência aparecem a Oi e a TIM com 14,61 Mb/s e 12,05 Mb/s respectivamente.

A operadora Oi sai na frente na categoria latência em 4G. Latência é o tempo de reação da rede, ou seja, quanto tempo leva para os dados irem de um ponto a outro, resultando em páginas mais rápidas. Esse resultado é medido em milissegundos e, quanto menor a pontuação, mais rápida é a rede.
Já no quesito disponibilidade, a TIM foi a campeã. Segundo o estudo, a empresa manteve o 4G funcionando em 59,21% do tempo. A Vivo aparece em seguida, com disponibilidade do LTE em 56,76% do tempo.

Os resultados mostram melhoras, o que pode ser comprovado ao observar que Vivo e Claro estão testando redes LTE em duas novas bandas de frequência e experimentando novas tecnologias. Já a Nextel expandiu a rede 4G para São Paulo, além de já operar com a rede de alta velocidade no Rio de Janeiro.

 

Fonte: TechTudo

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A Agência Goiana de Habitação (Agehab) promove nesta quinta-feira, dia 19, a partir das 19 horas, uma reunião com as famílias beneficiadas com 149 moradias em Pirenópolis, a 150 quilômetros de Goiânia. Em pauta, a instalação da energia solar fotovoltaica nas casas do empreendimento. O encontro será no Sindicato Rural de Pirenópolis, com a equipe técnica e social da Agehab. Uma equipe da Celg fará o cadastramento das unidades consumidoras.

O Residencial Luciano Peixoto é uma parceria entre a Agehab e Caixa Econômica Federal, com recursos do Cheque Mais Moradia e FGTS/Imóvel na planta. O investimento estadual é de R$ 2 milhões 980 mil, com contrapartida federal de R$ 1 milhão 341 mil. O empreendimento está com 94% da obra executada e deve ser entregue nos próximos meses, já com uma placa de energia solar fotovoltaica instalada em cada unidade, que deve gerar economia de energia de 30 a 40%.

Este será o primeiro residencial de interesse social em Goiás entregue com o sistema, que ainda pode ser ampliado para duas placas, aumentando a economia de energia para 60%. O investimento para instalação das placas é de R$ 3 mil por unidade, recurso do Cheque Mais Moradia do Governo de Goiás.

A Agehab prevê inicialmente a instalação de energia solar fotovoltaica em pelo menos 1.200 moradias construídas. Segundo o presidente da Agehab, Luiz Stival, esta é uma das propostas do projeto de habitação sustentável. A meta é fazer com que Goiás seja o Estado brasileiro com o maior número de conexões de geração fotovoltaica, além de colocar três municípios goianos entre as quatro cidades com maior quantidade de unidades geradoras do País.

“Nosso Estado hoje é referência em muitas áreas, fruto da gestão empreendedora do governador Marconi Perillo, que tem promovido inclusão social e acelerado o processo de modernização e desenvolvimento de Goiás. Na habitação somos modelos para o governo federal e também para vários estados e municípios”, frisa Stival.

Além de Pirenópolis, os primeiros municípios beneficiados serão Alto Paraíso (40 unidades), Caçu (270 unidades) e Palmeiras de Goiás, com dois projetos diferentes. Um com 260 unidades, e o outro com 480. A casa-modelo, com todo o aparato, já foi montada no Jardim Curitiba 2, bairro da Região Noroeste de Goiânia, onde funciona ponto de apoio do programa de regularização fundiária, Casa Legal – Sua Escritura na Mão.

Fonte: Gerência de Comunicação da Agehab

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Google usa camelos para captar imagens em deserto nos Emirados Árabes Unidos para o Street View. (Foto: Divulgação/Google)

Não é mais novidade ver carros do Google circulando pela cidade captando imagens que integrarão o Street View, parte do Maps que exibe fotos de vias e lugares. A companhia está recorrendo agora a camelos para levar as lentes de seu serviço a lugares mais inóspitos, como desertos.

Foram esses animais que o Google recrutou para incluir em seu serviço de imagens o Deserto de Liwa ou Oasis de Liwa, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos (Veja vídeo ao lado).
O sem-fim de dunas e areia, cortados por plantas resistentes ao clima árido, fica a 100 km ao sul do Golfo Pérsico e a 150 km a sudeste da cidade de Abu Dhabi. Dada a dificuldade de acesso ao local, a gigante de internet recorreu aos camelos. “Imagine se sentar sobre um camelo e ver toda a vasta expansão das dunas de um deserto”, descreveu Najeeb Jarrar, diretor de produto do Google para Oriente Médio e Norte da África, em post no blog corporativo da empresa, publicado nesta terça-feira (7).

“Para levar esse deslumbrante deserto ao Street View, nós adaptamos o Trekker [equipamento para captar imagens e transmiti-las em tempo real] para repousar em um camelo, que acumulava imagens conforme andava. Usar camelos para essa coleção nos permitiu coletar imagens autênticas e minimizar as interrupção desse ambiente frágil”, afirmou Jarred.

Para incluir outros lugares no Street View, o Google já havia utilizado não só aos carros mas também a barcos, mergulhadores e pessoas dispostas a carregar uma mochila conectada para subir muitos lances de escada. “Na sua viagem virtual pelo deserto, você irá encontrar dunas de areia que podem ter à incrível altura de 25 metros a 40 metros”, comenta Jarrar. O deserto abriga o Oásis de Liwa, maior da península arábica.

“Para levar esse deslumbrante deserto ao Street View, nós adaptamos o Trekker [equipamento para captar imagens e transmiti-las em tempo real] para repousar em um camelo, que acumulava imagens conforme andava. Usar camelos para essa coleção nos permitiu coletar imagens autênticas e minimizar as interrupção desse ambiente frágil”, afirmou Jarred.

 

Fonte: Do G1, em São Paulo

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Youngbin Chung, de 20 anos, é um dos bolsistas da Robert Morris University como jogador e League of Legends (Foto: M. Spencer Green/AP)

Quando mais novo, o jovem Youngbin Chung se tornou viciado em jogos no computador, chegando a passar 10 horas por dia online, o que refletiu em um péssimo desempenho escolar e deixou seus pais desesperados.
Alguns anos depois, o rapaz de São Francisco, agora com 20 anos, é o líder de um time de jogadores dentro de uma pequena universidade particular em Chicago, no estado de Illinois, onde Chung estuda redes de computadores com uma bolsa de atleta de quase US$ 15 mil para jogar League of Legends – título que, uma vez, chegou a ameaçar seu diploma. “Nunca pensei em toda minha vida que conseguiria uma bolsa para jogar videogame”, disse o rapaz, um dos 35 estudantes bolsistas da Robert Morris University, a primeira universidade dos EUA a oferecer esse tipo de benefício.

Antes estigmatizados como nerds que viviam no porão de casa, os gamers se tornaram estrelas dos agora chamados “eSports” (esportes eletrônicos, em tradução livre). Nas ligas profissionais, esses jovens competem por milhões de dólares em prêmios, fazem fortunas para liquidar seus inimigos virtuais naquilo atraiu um enorme público, composto de dezenas de milhares de entusiastas que lotam estádios para assistir às partidas.

A instituição, uma universidade sem fins lucrativos com cerca de 3 mil estudantes, acredita que habilidades usadas nos jogos, como trabalho em equipe, construção de estratégias, previsão dos movimentos do adversário e reações em milisegundos, não são diferentes daquelas usadas no campo de futebol ou na quadra de basquete, e que gastar dinheiro para recrutar esses estudantes também irá enriquecer a vida no campus e torná-los alunos de alto desempenho.
Centenas de outras faculdades e universidades possuem clubes de eSports, mas a Robert Morris é a primeira a reconhecer como um time oficial da instituição, ligado ao departamento atlético. As bolsas, que cobrem até metade da mensalidade, são para um único jogador de League of Legends, nos quais equipes cinco pessoas usam teclados e mouses para controlar criaturas míticas em um cenário de ficção científica.
O Robert Moris Eagles irá jogar com times em duas ligas que incluem instituições como Harvard e MIT, com a esperança de conseguir uma vaga no campeonato universitário de League of Legends da América do Norte, no qual os primeiros colocados podem conquistar US$ 30 mil em bolsas de estudo.
De acordo com a “Riot Games”, empresa responsável pelo título, mais de 27 milhões de pessoas jogam League of Legends, todos os dias. Este ano, o campeonato profissional ocorre em 19/10 em Seul, e acontecerá em um estádio na Coreia do Sul construído primeiramente para sediar a copa de 2002. Com 45 mil lugares, os organizadores esperam que todos os ingressos sejam esgotados, e o time vencedor levará um prêmio e US$ 1 milhão.

 

Fonte: Da AP

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Preço de compra do WhatsApp pelo Facebook subiu para cerca de US$ 22 bilhões

O Facebook finalizou a aquisição do serviço móvel de mensagens WhatsApp nesta segunda-feira (6), com o preço final subindo US$ 3 bilhões, para cerca de US$ 22 bilhões, em função do aumento no valor das ações do Facebook nos últimos meses. O fundador do WhatsApp, Jan Koum, receberá quase US$ 2 bilhões em ações, em direitos adquiridos ao longo de um período de quatro anos, como um incentivo para que continue na empresa, segundo documento regulatório apresentado desta segunda-feira.
A compra, anunciada pelo Facebook em fevereiro e que recentemente recebeu aprovação regulatória na Europa, reforça os valores estratosféricos de startups de rápido crescimento e a disposição de players já estabelecidos, como o Facebook e o Google, de pagar por elas.
WhatsApp, que tem mais de 600 milhões de usuários mensais, faz parte de uma nova safra de aplicativos de mensagens móveis e mídia social que se tornaram cada vez mais populares entre os usuários mais jovens.

 

Fonte: Da Reuters

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Windows 10, o novo sistema da Microsoft. (Foto: Divulgação/Microsoft)

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (30) o Windows 10, nova versão do sistema operacional da empresa que irá rodar em PCs, smartphones e tablets. O Windows 10 também marca o retorno do menu “Iniciar” à sua função original, removida do sistema da Microsoft no Windows 8.
Com o Windows 10, a Microsoft “pulou” um número na sequência das versões de seus sistemas. Esse, por exemplo, era chamado informalmente de “Windows 9”. “Quando você vir o produto em sua integralidade, eu acredito que você irá concordar conosco que esse é o nome mais apropriado”, afirmou Terry Myerson, chefe da divisão de Windows na Microsoft, durante o evento de apresentação.
De acordo com Myerson, o “novo Windows foi construído desde o princípio para um mundo que pensa primeiro em dispositivos móveis e na nuvem”. A interface e a loja de aplicativos do sistema é a mesma em todos os aparelhos. Essa é a aposta da companhia para aparelhos com dimensão de 4 a 80 polegadas. Por isso, o Windows 10 também é o sucessor do Windows Phone 8.1, e é o novo sistema operacional dos smartphones da Microsoft.

Iniciar
A volta do menu “Iniciar” como ponto de partida para abrir programas no Windows e personalizar as configurações da máquina é um pedido antigo dos usuários. No Windows 8, o botão foi removido porque a Microsoft tentava unificar o design do sistema em computadores, tablets e smartphones. A decisão fazia parte da estratégia da Microsoft no que se convencionou chamar de era “pós-PC”, um cenário onde os computadores perderam espaço para o avanço dos dispositivos móveis. A mudança, porém, não caiu no gosto dos usuários, aparentemente ainda fãs de mouse e teclado.
No Windows 8.1, o botão “Iniciar” ele foi novamente incluído, mas de maneira diferente. Ao clicar nele, o usuário não era remetido ao menu clássico, mas à interface chamada de Metro, que organiza os programas instalados no PC em blocos dispostos lado a lado.
A barra lateral Charms foi preservada no novo Windows. Já o menu com cara de smartphone, foi reduzido ao tamanho clássico para a versão voltada a PCs e mantido, com alterações, para tablets e aparelhos com tela sensível ao toque.

Pós-PC não pegou
A família Windows, com todas as suas versões, está instalada em 88,47% dos computadores do mundo, segundo dados da consultoria Net Aplications referentes a agosto deste ano. Mas as versões “pós-PC”, os Windows 8 e 8.1, somadas, estão presentes em 13,37% dos desktops. Já o último sistema antes da mudança, o Windows 7, é o mais utilizado: roda em 51,21% dos PCs. Até o Windows XP, que já deixou de receber suporte da Microsoft, é mais popular que os Windows 8 e 8.1, com 23,89% de participação. Segundo Myerson, cerca de 1,5 bilhão de pessoas usam o Windows atualmente.
A Microsoft não anunciou uma data de lançamento, mas informou que o Windows 10 vai chegar aos computadores em 2015. A companhia não informou se haverá incentivo para que usuários dos Windows XP e 7 migrem para a nova plataforma.

 

Fonte: Do G1, em São Paulo

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O homem que fez a interpretação para língua de sinais dos discursos de autoridades durante homenagem ao ex-líder sul-africano Nelson Mandela na terça-feira (10), na qual mais de 100 liderenças mundiais participaram, era um impostor, informou o diretor nacional da Federação Nacional dos Surdos da África do Sul, Bruno Druchen.

Questionado pela agência de notícias americana Associated Press, o governo da África do Sul informou que estava preparando um pronunciamento sobre o assunto.

Três especialistas em linguagem de sinais falaram à agência de notícias que o homem não estava fazendo a tradução dos discursos nem para o africâner, nem para o inglês. A língua de sinais da África do Sul é usada oficialmente em 11 países, de acordo com a federação. Não ficou claro se o homem que estava fazendo a tradução com um método diferente de comunicação.

O homem, que ainda não foi identificado, foi visto por todo o mundo na TV próximo a líderes mundiais, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Ele movia “as próprias mãos, mas não havia sentido no que fazia com elas”, afirmou Bruno Druchen.

A tradutora oficial para língua de sinais Nicole Du Toit, que estava acompanhando a transmissão na TV, falou por telefone que o homem que estava fazendo a tradução parecia constrangido.

“Foi horrível, um absoluto circo, muito, muito ruim”, disse ela. “Só ele pode entender seus gestos”, afirmou.

Integrante do Parlamento da África do Sul, Wilma Newhoudt, que também é surda, falou que o tradutor não comunicava nada com suas mãos e braços.

Itália substitui Espanha como principal destino de imigrantes vindos da África (Foto: BBC)
Itália substitui Espanha como principal destino de imigrantes vindos da África (Foto: BBC)
Itália substitui Espanha como principal destino de imigrantes vindos da África (Foto: BBC)

Da BBC
Grupo de 35 imigrantes morreu ao tentar cruzar o Saara rumo ao Mediterrâneo; autoridades europeias traçam mapa dos caminhos mais usados.

Anualmente milhares de pessoas – muitas delas fugindo de conflitos na África e no Oriente Médio – arriscam suas vidas cruzando o Deserto do Saara e o Mar Mediterrâneo em veículos e barcos precários para chegar à Europa.
Organizações não-governamentais estimam que aproximadamente 20 mil pessoas podem ter morrido tentando chegar à Europa nas últimas duas décadas.
Para ter um diagnóstico mais preciso do problema, a Frontex (agência europeia de fronteiras) e o Centro Internacional para Desenvolvimento de Políticas Migratórias produziram uma série de mapas que identificam as maiores rotas centros de concentração usados pelos migrantes na região.
Nos dois casos mais recentes, centenas de imigrantes ilegais morreram em dois naufrágios. No primeiro deles, ocorrido na quinta-feira, até 500 pessoas estavam em uma embarcação que afundou perto da Ilha de Malta, no Mediterrâneo.
A Organização Internacional de Imigração citou dois sobreviventes palestinos, que alegam que traficantes afundaram de propósito o barco após uma discussão a bordo. As autoridades maltesas ainda não comentaram o incidente.
No segundo incidente, ocorrido no domingo, um barco que teria cerca de 250 pessoas a bordo afundou na costa da Líbia, próximo à cidade de Toujura, a leste da capital, Trípoli. Assunto antigo<imgthumb alt=”Navio da guarda costeira italiana chega a porto após resgatar 100 imigrantes (foto: Getty)” height=”170″ src=”http://ichef.bbci.co.uk/wsimagechef/ic/226x170_crop/amz/worldservice/live/assets/images/2013/10/28/131028193704_italian_coast_guard_304x171_getty.jpg” width=”226″></imgthumb>
A maior parte dos migrantes que cruzam o Mediterrâneo a partir da Líbia e da Tunísia são originários da Eritrea e da Somália. Contudo, a guerra civil na Síria está elevando o número de sírios que também usam essa rota.
No último ano, intensificou-se ainda mais a saída de imigrantes a partir Líbia. Traficantes de pessoas estão se aproveitando do caos político no país, onde milícias rivais estão em conflito, tornando o país um importante ponto de partida em muitas destas viagens.
No último mês, foram registrados ao menos quatro naufrágios de barcos que partiram do país.
A relativamente curta distância entre a Líbia e a ilha italiana de Lampedusa encoraja pessoas a se arriscarem na jornada.Fluxo e refluxoO número de usuários das várias rotas ao longo do Mediterrâneo tem fluxo e refluxo.
De 2008 a 2012, um grande número de migrantes cruzou o mar entre a Turquia e a Grécia pela chamada Rota do Mediterrâneo do Leste, segundo a Frontex. Para fazer frente a isso, a Grécia reforçou seus controles de fronteira com mais 1,8 mil policiais.
Mas a Frontex diz que a área continua problemática e aponta para “incertezas relacionadas à insustentabilidade dos esforços (gregos) e evidências de que os imigrantes aguardam na Turquia pelo fim da operação”.
Na última década, a rota que passa pelo centro do Mediterrâneo tem experimentado picos periódicos no tráfego de imigrantes.
Dados da Acnur sugerem que cerca de 25 mil pessoas chegaram na Itália a partir do norte da África em 2005. Esse número diminuiu para cerca de 9,5 mil em 2009.
Porém em 2011 esse número voltou a crescer atingindo a marca de 61 imigrantes. A alta foi motivada pelo conflito da Líbia, que culminou com a queda do coronel Muammar Khadafi.
No começo da década, a rota mais popular entre imigrantes ilegais era entre o oeste africano e a Espanha. Ela incluía territórios espanhóis no norte da África como Ceuta e Melilla e as Ilhas Canárias.
Aproximadamente 32 mil imigrantes teriam usado esse caminho em 2006, porém o número caiu para cerca de 5,4mil em 2011.